quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Desrespeito no esporte


Hoje dou uma pausa nos esportes americanos, pois no sábado uma notícia me deixou completamente espantado.

Depois de sofrer um atentado em Cabinda, Angola, a seleção togolesa foi suspensa das próximas duas edições da Copa Africana de Nações, e ainda multado em US$ 50 mil.
Segundo a CAF (Confederação Africana de Futebol), que organiza o evento, a Federação Togolesa de Futebol e os jogadores selecionados desejavam participar do torneio, mas foram proibidos pelo governo nacional, o que a CAF considerou como interferência do governo na federação esportiva.

Ainda que isto seja verdade, a CAF não tem o direito de punir uma equipe, e um país, já que ela, como confederação continental, deveria dar um mínimo de segurança aos atletas que disputam seus torneios. A FIFA, como sempre em casos polêmicos, não quis comentar o assunto por meio de sua assessoria de imprensa.

Se jogadores e federação de futebol quiseram participar do torneio, isto foi em um segundo momento, já que inicialmente estavam chocados com o incidente, e provavelmente sofreram pressão de patrocinadores e da própria CAF para aceitar disputar o torneio.

Alguém tem que ser punido nesta história mesmo, mas punir as vítimas do atentado, não é digno de um continente que irá sediar uma Copa do Mundo daqui a quatro meses. Os punidos deveriam ser Angola, que se dispôs a sediar um torneio de tamanha magnitude sem ter condições de dar um mínimo de segurança aos envolvidos na competição, além da própria CAF, que selecionou Angola, mesmo com conhecimento dos conflitos políticos ocorridos no país. A CAF ainda teve a audácia de dizer que escolheu Cabinda como subsede do evento, pois queria provar que Angola estava unida. Não conseguiu.

É melhor que desta vez a FIFA tome alguma providência, ao invés de ficar se preocupando em colocar ou não chip em uma bola, e sim com a vida e o respeito que se deve ter com seus associados.

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